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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Como as Estátuas da Ilha de Páscoa andaram até seus postos?

     Os moais da Ilha de Páscoa - estátuas gigantes de pedra espalhadas pela ilha - sempre despertaram o fascínio de quem chega à ilha. Principalmente porque era difícil de entender como estátuas que chegam a pesar até 27 toneladas e ter até 21,6 metros de altura, saíram do interior da ilha  parar parar no litoral, percorrendo cerca de 18 quilômetros!




      A Ilha da Páscoa é realmente envolta em mistérios, até porque ela é um dos pontos mais isolados do mundo, se não o mais. O que se acreditava até então, é que as estátuas tinham se movidas a partir de guindastes primitivos, ou deitadas e roladas por troncos de madeira até a costa, o que seria um tanto complicado. Algumas pessoas inclusive, afirmam que elas só podem ter sido movidas por alienígenas ou a partir de telecinese (uso do "poder da mente" para mover objetos). Os nativos da ilha? Eles só dizem que "as estátuas andaram".




    Mas parece que finalmente temos o mistério resolvido, com uma teoria bem mais eficaz. Essa nova teoria foi criada e testada por Terry Hunt e Carl Lipo da National Geographic, e demonstra como os habitantes da ilha podem simplesmente ter movido as estátuas gigantes para seus últimos locais de repouso, utilizando força humana e cordas. 


   E isso não exigiu nem mesmo troncos rolantes ou guindastes antigos. No vídeo acima, você vê uma demonstração da ideia de Hunt e Lipo feita com uma réplica um pouco menor que as estátuas reais (3 metros e 5 toneladas).
Veja o Vídeo:


   Três equipes estrategicamente coreografadas puxam, usando cordas, as estátuas Moia por toda a ilha. Sendo assim, fica provado que as estátuas poderiam simplesmente ter “andado” pela ilha, sendo arrastadas.
   A teoria é bastante plausível porque, mesmo que as estátuas reais sejam maiores, já que a ilha possuía mão de obra para criá-las em primeiro lugar, certamente também tinham pessoas suficientes para arrastá-las. Claro, como muitas outras perguntas históricas, essa pode permanecer sem uma resposta definitiva para sempre.




Fontes:
Hype Science
National Geographic
Wikipedia
Notícias National Geographic

terça-feira, 5 de junho de 2012

Enigma da História: O que causou o fim do Império Maia?

    Saiu em dezembro do ano passado, um novo estudo sobre as razões do desaparecimento do Império Maia, que foi apresentado durante o encontro anual da União Americana de Geofísica (em inglês, sigla AGU). Segundo o novo estudo, os Maias podem ter sido os principais responsáveis pela extinção da sua civilização.


                  A pirâmide maia de Chinchen-Itzá, nos mostra a que nível de prosperidade a avanço tecnológico os maias chegaram.


   Os motivos que causaram o desaparecimento da desenvolvida civilização Maia são hoje um dos maiores ENIGMAS DA HISTÓRIA. Os Maias em si, não desapareceram totalmente, inclusive hoje existem milhões de descendentes desse povo na América Central, o que intriga mesmo, é a rápida extinção da poderosa sociedade que eles haviam construído. Enfim, eles foram uma das culturas mais avançadas da América, e construíram uma grandiosa civilização entre os séculos XIV a.C. (surgimento dos primeiros e primitivos povoados) e XV d.C. ou seja, cerca de 3000 anos de História.


Templo Maia de Palenque.




    Os Maias possuíam uma sociedade de classes sociais bem definidas: Governantes, Sacerdotes, Comerciantes e Guerreiros; abaixo estavam os artesãos e camponeses. O Império era formado por Cidades-Estados, com governos próprios, que interagiam entre si. No seu auge, eles ocuparam uma vasta região correspondente hoje ao sul   dos estados mexicans de Chiapas, Tabasco, e Península de Yucatán estados de Quintana Roo , Campeche e Yucatán. Desenvolveram um conhecimento científico notável na área da Matemática e Astronomia. Sua arquitetura era  desenvolvida, construíram pirâmides, palácios e cidades monumentais e organizadas. 






     Na agricultura praticavam o plantio principalmente de milho, algodão, batata, tomate e frutas, utilizando técnicas rudimentares, e para isso, devastando grandes espaços de floresta. E é esse fator que pode ter causado o súbito abandono das cidades maias, e a desestruturação do Império (por volta dos séculos IX  a X d.C.), que nunca mais se recuperou totalmente.
     Quando os Maias começaram a desmatar seu território para a prática da agricultura, as terras expostas ficaram com níveis de refletividade maiores do que a cobertura de floresta que ali estava antes, A energia do Sol era então, refletida, ao invés de armazenada, causando a diminuição da evaporação  da água  para formar nuvens, e consequentemente, da chuva. Ou seja, um grave desequilíbrio no ciclo da água na região.
     A diminuição das chuvas - de 10% a 20% - fez com que o solo secasse. O resultado foi o Aumento em 0,5 ºC na temperatura da superfície, um grande problema para a agricultura deles. Outros problemas também são apontados como motivo da queda do Império Maia, como conflitos internos, além da superpopulação.


                                      Parte da cidade maia de Calakmul, hoje coberta pela floresta

Fontes:
http://viajeaqui.abril.com.br/materias/maias-podem-ter-causado-seu-proprio-fim
http://www2.uol.com.br/historiaviva/noticias/minisserie_investiga_o_fim_dos_maias.html
http://pt.shvoong.com/law-and-politics/1677805-pol%C3%ADtica-social-dos-maias/
http://guiadoestudante.abril.com.br/estudar/historia/destino-maias-433899.shtml
http://www.brasilescola.com/historia-da-america/maias.htm
http://nosrumosdahistoria.blogspot.com.br/2011/06/civilizacao-maia.html
http://historia-para-iniciantes.blogspot.com.br/
http://www.brasilescola.com/historia-da-america/maias.htm



domingo, 6 de novembro de 2011

Ruínas Megalíticas de cidade perdida submersas no Japão

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           As descobertas da Arqueologia, por vezes nos surpreendem revelando que as civilizações passadas podem ser muito mais intrigantes que pensávamos que fossem;
         O momento Realismo Fantástico  de hoje nos leva ao Arquipélago de Ryûkyû, a 480km a sudoeste de Okynawa, no Japão...
       
           Esse lugar fantástico, nos arredores da ilha de Yonaguni, nos revela construções megalíticas submersas entre 6 e 30 metros de profundidade. A enigmática arquitetura inclui o que parecem ser ruas pavimentadas e cruzamentos organizados, grandes estruturas que lembram altares, escadarias levando a amplas praças e caminhos contendo altas estruturas que lembram postes. Ao que tudo indica essa cidade enorme foi construída por uma civilização perdida.



  
   O Local foi descoberto em 1985 por um mergulhador que tirava fotos do local. Desde então as ruínas vem intrigando arqueólogos, historiadores, geólogos e outros cientistas. No princípio, alguns estudiosos mais conservadores afirmaram que as estruturas não poderiam ser obras da mão humana, atruibuindo as formas geométricas e os ângulos precisos  à "agentes naturais". Entretanto, os fortes indícios levam a maioria dos pesquisadores a afirmarem que essas ruínas submersas são o túmulo de uma próspera civilização possivelmente mais antiga que o Egito, a Suméria, Índia ou China...



   
    Pesquisas no local lideradas pelo cientista Misaki Kimura trouxeram mais detalhes do local que com certeza foi alterado pela mão humana. Os indícios sugerem que as construções na pedra tem mais de 10 milênios, ou seja, elas remontam ao período em que o Homo Sapiens estava começando a deixar de ser
caçador-coletor, pra praticar agricultura. Uma construção desse porte nessa época é realmente inédito, mas nos falta agora ter confirmação desses dados, e outros mais precisos sobre esse fantástico achado... Ficamos  aqui, na expectativa.
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