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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Hitler "sofreu bullying" de outros soldados durante a 1ª Guerra

   O historiador Thomas Weber, professor da Universidade de Aberdeen, na Escócia, tem feito estudos sobre a história de Adolf Hitler, principalmente no que se refere à sua participação na Primeira Guerra Mundial. O que ele tem descoberto deixaria envergonhado o Führer, um dos maiores ditadores da história.



    Hitler foi soldado na Primeira Guerra Mundial (1914-1918),  tinha um papel secundário no campo de batalha, entre eles o de mensageiro. Além disso ele era ridicularizado pelos outros saldados: em cartas não publicadas de soldados que lutaram ao lado de Hitler na guerra, descobre-se que eles ridicularizavam o Führer por não conseguir abrir uma lata de comida com sua baioneta, por exemplo. Os soldados referiam-se a ele como "o artista" ou "o pintor" (o hobby de Hitler), e afirmam que ele era um soldado extremamente submisso aos seus superiores e que não gostava do passatempo preferido dos outros soldados: escrever cartas e beber cerveja.

    Essas cartas mostram uma visão diferente e colocam em dúvida a que se tinha até então da participação da Hitler a Primeira Guerra Mundial. Ao contrário do que se acreditava, nos parece que o forte nacionalismo e antissemitismo de Hitler não surgiu durante sua experiência na guerra. As cartas também confrontam a história de que  Hitler teria sido um herói de guerra, e a suposta camaradagem com os demais soldados nas trincheiras. 
   
   Segundo o Historiador Thomas Weber,   "o mito de Hitler como um corajoso soldado e a camaradagem das trincheiras na 1ª Guerra foi usado pelo partido nazista para aumentar seu apelo popular". O professor afirma, no entanto, que Hitler atuou longe dos campos de batalha e era visto por seus pares como "um solitário". Essas cartas permaneciam ignoradas até então porque estavam arquivadas na Baviera, e sob um regimento diferente dos demais arquivos da guerra.  A pequisa de Weber será publicada na íntegra no livro "A Primeira Guerra de Hitler", editado pela Oxford University Press.
   
    
Fontes: 
Revista Galileu
Mail Online



quinta-feira, 4 de outubro de 2012

A vida no Egito Antigo

   "Na sala, pai e filho estão entretidos com jogos de tabuleiro e bebem cerveja em um final de tarde de domingo. A perna engessada de um deles não permitiu que fossem a uma cervejaria. No quintal, as crianças se divertem brincando de amarelinha e entre os cães de estimação que correm derredor. Em um dos quartos, duas adolescentes experimentam novos cosméticos e cremes hidratantes, enquanto conversam sobre métodos contraceptivos e o teste de gravidez que a mais velha fará no dia seguinte. No quarto principal, uma mulher divide seus pensamentos entre a contabilidade de sua padaria e o divórcio prestes a se concretizar. Para amenizar a dor de cabeça, ela toma um remédio à base de ácido acetilsalicílico, o princípio ativo da aspirina."
 
     O dia de domingo descrito acima pela revista Super Interessante* poderia muito bem ter acontecido no Brasil nos dias atuais por exemplo. Mas se eu disser pra vocês que isso acontecia no Egito Antigo, no tempo dos faraós, eu não estou delirando, é isso mesmo! Cenas como essa aconteciam no dia a dia dos súditos de Tutancâmon ou Ramsés II por exemplo.




    Os avanços científicos e tecnológicos dos Antigos Egípcios surpreendem muitas vezes até especialistas no assunto. A complexidade à que chegou a civilização do Egito Antigo é tamanha, que poderia ser descrita em vários livros. Inclusive há descobertas, costumes e avanços que a maioria das pessoas julga ser de um passado recente, mas na verdade vieram do tempo das múmias e dos grandes faraós.

   Você lerá agora um resumo sobre a vida, trabalho, família, enfim, o dia-a-dia dos egípcios antigos. A reportagem original foi publicada pela Revista Super Interessante de Agosto de 2003.

 
  ASPIRINA, TESTE DE GRAVIDEZ, ENGESSAMENTO...

   Parece que os egípcios não se contentavam em construir pirâmides gigantes que até hoje muitos acham que só podem ter sido erguidas por ET's. Eles ainda eram bem avançados em farmacologia e medicina." Em O Legado do Antigo Egito, o egiptólogo Warren R. Dawson, da Universidade de Oxford, na Inglaterra, cita papiros médicos datados de até mais de 40 séculos atrás retratando procedimentos médicos e remédios usados até hoje por profissionais da área de saúde. Substâncias como óleo de rícino (que você provavelmente achava que era da época da sua vó), ácido acetilsalicílico, própolis para cicatrização e anestésicos já eram conhecidos. Os documentos descrevem cirurgias delicadas, o engessamento de membros com ossos quebrados e todo o sistema circulatório do corpo humano. Isso tudo graças à religião egípcia, que não proibia a violação de cadáveres, como em muitas culturas da época."




   "Na mumificação, os órgãos dos mortos eram removidos e ás vezes tratados e recolocados, o que permitiu aos egípcios conhecer bem o interior do corpo humano e até concluíram acertadamente as funções de muitos órgãos, exceto do coração por exemplo, que eles acreditavam ser também a fonte dos pensamentos."

   "Um dos melhores exemplos disso é o conhecimento sobre o sistema circulatório. O corpo de Ramsés II (1279 a 1212 a.C.) teve suas veias e artérias retiradas, mumificadas e recolocadas. O hábito de tomar o pulso do paciente como forma de avaliar sua saúde é descrito no papiro Ebers, datado de 1550 a.C. “O batimento cardíaco deve ser medido no pulso ou na garganta”, dizia o antigo documento, certamente um dos primeiros livros de medicina do mundo."


     E a medicina não era coisa para poucos, até trabalhadores braçais tinham acesso à tratamentos, e à uma espécie de plano de saúde.



    "Outro avanço da medicina egípcia foram os métodos contraceptivos. A egiptóloga Margaret Marchiori Bakos, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, diz que a maioria deles consistia na aplicação de emplastros espermicidas na vagina. O papiro Ebers relata que “para permitir à mulher cessar de conceber por um, dois ou três anos: partes iguais de acácia, caroba e tâmaras; moer junto com um henu de mel, um emplastro é molhado nele e colocado em sua carne.” Um “henu” equivale a cerca de 450 mililitros. “A acácia continha goma arábica, que com a fermentação e a dissolução em água resulta em ácido lático, ainda hoje utilizado em algumas geleias contraceptivas. O mel, que também aparece no papiro Kahun, pode ter tido alguma eficácia. “Seu efeito tende a diminuir a mobilidade do espermatozoide”, diz Margaret." É parece que faz muitos século que as mulheres não tem mais desculpas pra ter um milhão de filhos, e nossos bisavós botam a culpa na inexistência da TV :P.
   "Quando havia suspeita de gravidez eram feitos testes com a urina. “A mulher urinava em um recipiente em que havia uma variedade de cevada. Se ela germinasse, a gravidez estava confirmada”, diz Antonio Brancaglion. Para o especialista, independentemente do percentual de acertos, o mais notável é o conhecimento da relação entre a composição da urina e a gravidez."


    CIRCUNAVEGAÇÃO DA ÁFRICA E CONTROLE DAS CHEIAS:
  " A medicina não foi a única ciência em que os egípcios se desenvolveram. Eles foram engenheiros notáveis em química, construção civil, naval e hidráulica. “Nem sempre é possível afirmar que tenham sido precursores nesta ou naquela descoberta”, afirma Antonio, “pois a pesquisa nunca termina. Baseando-se no que se encontrou até hoje, dá para concluir que eles foram os primeiros em diversas tecnologias.”"



   "Na navegação, há fortes indícios de que alguns dos louros atribuídos aos fenícios precisam ser divididos com os egípcios. A vela mais antiga de que se tem notícia, por exemplo, é egípcia e foi encontrada dobrada dentro de uma múmia em Tebas, de cerca de 1000 a.C. Os mais antigos modelos de barcos a vela dos fenícios de Tiro e Cartago datam do século 8 a.C. Os egípcios foram os primeiros a projetar barcos pensando previamente no destino que eles teriam. Modelos militares eram diferentes dos cargueiros, que por sua vez não se pareciam com os utilizados para lazer ou cerimônias religiosas. Eles criaram os melhores barcos militares e a frota mais veloz da época. A chamada nau de Quéops, com 47 metros de comprimento e datada da Quarta Dinastia (2589 a 2566 a.C.), é a mais antiga embarcação desse porte encontrada até hoje. Num barco ainda maior, durante o governo do Necho II (610 a 595 a.C.), eles já haviam realizado a circunavegação da África."
Barco egípcio localizado enterrado próximo à pirâmide de Quéops e teria pertencido ao faraó. A embarcação tem 4,5 mil anos.

    Por volta de 2300 a.C. eles já aplicavam técnicas de irrigação artificial, por meio de canais com vazão controlada. Criaram um sistema de bombeamento de água chamado shaduf. Consistia em um processo elevatório que levava a água até locais naturalmente não inundados, para aumentar a área produtiva. O shaduf é usado até hoje, principalmente no bombeamento de pequenas quantidades de água ou situações em que o custo da implantação de sistema automático não é compensador. A roda para bombear água movida a tração animal também vem do Egito, no tempo dos romanos, entre 30 a.C. e 395 d.C.

    ENGENHARIA E GREVES
    Na construção civil, os egípcios foram grandes mestres. Construções como as grandes pirâmides, a esfinge e as estátuas no Vale dos Reis estão entre as estruturas mais belas e requintadas da Antiguidade, mas os exemplos do impressionante uso da pedra, da marcenaria e da fabricação do vidro estão por todo o Egito. E, mais uma vez, o modo de vida e a religião estão diretamente ligados ao desenvolvimento de técnicas de construção. “Os egípcios queriam durar para sempre e isso fazia parte de vários aspectos de sua cultura. Seus templos eram construídos com a expectativa de serem eternos. As paredes de pedra serviam, ainda, como suporte para sua história, seu contato com o passado”, diz Antonio Brancaglion.


Entrada do Templo de Abu Simbel, com estátuas gigantes.

     Os egípcios são considerados precursores do uso de pedras para obras em larga escala. Os primeiros registros datam de quase 5 mil anos atrás. Na Terceira Dinastia, por volta de 2700 a.C., já se cortavam pedras no tamanho e no formato dos tijolos atuais. As construções em rocha e a precisão nos cortes mostram os conhecimentos geológicos avançados dessa civilização. Eles já sabiam que a dureza das rochas variava conforme sua composição mineralógica e que elas tinham pontos frágeis em sua estrutura, por meio dos quais se aplicavam as técnicas de corte. Nas fissuras eram introduzidos instrumentos de madeira, posteriormente molhados. Expandidos, eles forçavam a quebra da rocha no ponto desejado. Os egípcios criaram também os primeiros serrotes de metal. Eram utilizados em rochas menos duras, como o calcário.
A Grande Pirâmide, de Quéops.

    Desenvolveram técnicas de polimento com areia e modernas formas de encaixe, tanto da madeira quanto da pedra. “Recortes tipo macho e fêmea vieram daí”, afirma Antonio. “O pó que sobrava do corte e polimento das rochas era misturado a cal, gesso e água, formando uma massa usada para tapar buracos ou corrigir irregularidades nas paredes: um antepassado do cimento.” Ainda na construção civil, os discípulos dos faraós foram os primeiros a estudar profundamente o solo para a colocação de fundações e a construir sistemas de calhas para escoamento da água da chuva.



A Grande Pirâmide de Quéops.

    A estrutura de dutos e calhas também era montada no campo, para evitar deslizamentos de terra e inundação de áreas férteis pela chuva que escorria das encostas. A primeira barragem pluvial de que se tem notícia data do final da Segunda Dinastia (2750 a.C.). Tinha 10 metros de altura e 1,5 quilômetro de extensão. Cedeu numa tempestade quando estava em fase final de construção. A engenharia egípcia também foi a primeira a utilizar réguas, esquadros e prumos. Eles foram os inventores do vidro moldado, processo ainda presente em alguns setores da fabricação de vidro opaco. A técnica do sopro foi desenvolvida posteriormente na Mesopotâmia. A base da tecnologia da fundição do bronze e de outros metais no mundo todo também veio do Antigo Egito.


Tribunal de Ramsés II


    Os egípcios eram caprichosos joalheiros e marceneiros. A técnica de solda e montagem de jóias é a mesma dos tempos atuais e, na marcenaria, se destacaram pelos detalhes no entalhamento dos móveis e modernidade dos projetos. Já produziam móveis dobráveis e foram os precursores das camas com estrado. “Os egípcios de classes mais altas foram os primeiros a dormir em camas de madeira com estrado”, conta o especialista do Museu Nacional.




    Com tanto trabalho por fazer, era natural que as primeiras organizações entre os operadores dessa incrível máquina de construir se formassem por ali. O Antigo Egito foi palco das mais antigas greves de que se tem notícia. O registro mais remoto de uma paralisação desse tipo aconteceu no Novo Império (entre 1570 e 1070 a.C.), durante o reinado de Ramsés III. Os operários da construção de um templo decidiram cruzar os braços por não receber no prazo combinado comida, roupas e maquiagem que usavam para trabalhar. O sacerdote tentou negociar com os grevistas, mas o patrão, ou melhor, o faraó não cumpriu a promessa. Só o fez dois meses depois, quando os operários não apenas cruzaram os braços novamente, mas também ocuparam o templo que estavam construindo.


Novamente...

Se por um lado fizeram greves, por outro criaram técnicas de policiamento utilizadas até hoje, como o uso dos animais na captura de malfeitores. Há registros de policiais fazendo patrulhamento acompanhados por macacos e cenas de babuínos pegando ladrões em mercados.



  ASTRONOMIA, TINTAS SINTÉTICAS E QUÍMICA.
   “Nem sempre os egípcios foram inventores desta ou daquela tecnologia. Muita coisa feita por outros povos eles aperfeiçoaram”, diz Antonio Brancaglion. Seu papel no mundo antigo não era o de produtor de matéria-prima, mas o de transformador de tecnologia e exportador. “Poderia ser comparado aos Estados Unidos de hoje, um grande centro de pesquisa e comércio internacional.”


    A criação da cerveja, por exemplo, costuma ser atribuída a eles, mas os mesopotâmicos também conheciam o método de fermentação e fabricavam bebida semelhante. “Só que ninguém se aperfeiçoou tanto nos aromas e na variedade de sabores como os egípcios. O que possivelmente tenha sido ideia deles foram as grandes cervejarias, aonde as pessoas iam para beber e conversar já em 1500 a.C. A indústria da panificação também vem dos egípcios, bem como a adição de frutas e temperos aos pães”, afirma o professor.
   Além de estudiosos da Terra, os egípcios gostavam de desvendar os mistérios do céu. O mapeamento celeste foi feito por egípcios e mesopotâmicos. Aos egípcios coube o reconhecimento das estrelas para contar as horas de noite e a montagem do primeiro calendário solar, com 365 dias em 12 meses. Foram eles também que dividiram o dia em 24 horas, 12 para a noite e 12 para o dia. Identificaram planetas como Vênus e Marte e estrelas como Sirius e Órion e localizaram o norte pelo posicionamento das estrelas.
    Os egípcios foram químicos valiosos. Pioneiros na indústria de perfumes e excelentes técnicos na área de cosméticos – a maquiagem tinha uma grande importância para a saúde, pois sua composição protegia a pele dos efeitos do sol –, eles foram os primeiros a fabricar uma tinta sintética. “Os artistas usavam tintas com base mineral em vez de vegetal, como faziam outros povos. O branco vinha do cal, o amarelo do ferro, o preto do carvão e assim por diante. Muita gente pensa que o azul vinha do lápis-lazúli moído, o que não é verdade. Essa rocha gera pó branco e não azul. Para chegar ao azul eles misturavam óxidos de cobre e cobalto com bicarbonatos de sódio e cálcio e fundiam a mais de 700 graus Celsius.



    Essa fusão resultava em uma pedra azul que era moída e misturada com um aglutinante natural, como clara de ovo ou goma arábica, e virava uma espécie de guache”, diz o estudioso. Os vernizes criados naquela época à base de damar, uma resina vegetal, são utilizados até hoje. Eles conheciam o betume e usavam uma espécie de piche como selante.
    Instrumentos como harpa, flauta, trombeta de metal, oboé e dois tipos de alaúdes, o menor com um som parecido ao do violino, também são originários da terra dos faraós, bem como jogos de tabuleiro e brincadeiras infantis como cabra-cega e amarelinha. Com toda essa herança, por mais que as origens de cada um de nós não passe nem perto das etnias do Antigo Egito, essa civilização faz parte dos  nossos hábitos e costumes.
   Eles queriam ser eternos. Ordenaram todas as suas energias, corações e mentes para isso. Construíram seus templos de pedra, onde gravavam suas memórias nas paredes, mumificavam os mortos para que seus corpos vivessem até a eternidade e, assim, desenvolveram a ciência, a arte e os costumes. Não resta dúvida: eles conseguiram.

Fontes:
Revista Super Interessante, Agosto de 2003.
E outras diversas fontes de imagens.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Enigma da História: O que causou o fim do Império Maia?

    Saiu em dezembro do ano passado, um novo estudo sobre as razões do desaparecimento do Império Maia, que foi apresentado durante o encontro anual da União Americana de Geofísica (em inglês, sigla AGU). Segundo o novo estudo, os Maias podem ter sido os principais responsáveis pela extinção da sua civilização.


                  A pirâmide maia de Chinchen-Itzá, nos mostra a que nível de prosperidade a avanço tecnológico os maias chegaram.


   Os motivos que causaram o desaparecimento da desenvolvida civilização Maia são hoje um dos maiores ENIGMAS DA HISTÓRIA. Os Maias em si, não desapareceram totalmente, inclusive hoje existem milhões de descendentes desse povo na América Central, o que intriga mesmo, é a rápida extinção da poderosa sociedade que eles haviam construído. Enfim, eles foram uma das culturas mais avançadas da América, e construíram uma grandiosa civilização entre os séculos XIV a.C. (surgimento dos primeiros e primitivos povoados) e XV d.C. ou seja, cerca de 3000 anos de História.


Templo Maia de Palenque.




    Os Maias possuíam uma sociedade de classes sociais bem definidas: Governantes, Sacerdotes, Comerciantes e Guerreiros; abaixo estavam os artesãos e camponeses. O Império era formado por Cidades-Estados, com governos próprios, que interagiam entre si. No seu auge, eles ocuparam uma vasta região correspondente hoje ao sul   dos estados mexicans de Chiapas, Tabasco, e Península de Yucatán estados de Quintana Roo , Campeche e Yucatán. Desenvolveram um conhecimento científico notável na área da Matemática e Astronomia. Sua arquitetura era  desenvolvida, construíram pirâmides, palácios e cidades monumentais e organizadas. 






     Na agricultura praticavam o plantio principalmente de milho, algodão, batata, tomate e frutas, utilizando técnicas rudimentares, e para isso, devastando grandes espaços de floresta. E é esse fator que pode ter causado o súbito abandono das cidades maias, e a desestruturação do Império (por volta dos séculos IX  a X d.C.), que nunca mais se recuperou totalmente.
     Quando os Maias começaram a desmatar seu território para a prática da agricultura, as terras expostas ficaram com níveis de refletividade maiores do que a cobertura de floresta que ali estava antes, A energia do Sol era então, refletida, ao invés de armazenada, causando a diminuição da evaporação  da água  para formar nuvens, e consequentemente, da chuva. Ou seja, um grave desequilíbrio no ciclo da água na região.
     A diminuição das chuvas - de 10% a 20% - fez com que o solo secasse. O resultado foi o Aumento em 0,5 ºC na temperatura da superfície, um grande problema para a agricultura deles. Outros problemas também são apontados como motivo da queda do Império Maia, como conflitos internos, além da superpopulação.


                                      Parte da cidade maia de Calakmul, hoje coberta pela floresta

Fontes:
http://viajeaqui.abril.com.br/materias/maias-podem-ter-causado-seu-proprio-fim
http://www2.uol.com.br/historiaviva/noticias/minisserie_investiga_o_fim_dos_maias.html
http://pt.shvoong.com/law-and-politics/1677805-pol%C3%ADtica-social-dos-maias/
http://guiadoestudante.abril.com.br/estudar/historia/destino-maias-433899.shtml
http://www.brasilescola.com/historia-da-america/maias.htm
http://nosrumosdahistoria.blogspot.com.br/2011/06/civilizacao-maia.html
http://historia-para-iniciantes.blogspot.com.br/
http://www.brasilescola.com/historia-da-america/maias.htm



quinta-feira, 17 de maio de 2012

O dia mais chato da História

  Qual foi o dia mais chato da história recente? A Universidade de Cambridge na Inglaterra criou um software para nos responder esta pergunta. O programa analisou 300 milhões de notícias publicadas em jornais desde 1900. A partir daí ele encontrou o dia mais monótono de todos: 11 de abril de 1954. Uma data em que, aparentemente, nada de importante aconteceu. ;)




Fontes:
http://lostcausediario.blogspot.com.br/2010/09/1900-e-antigamente.html
Revista Super Interresante, Edição Nº 304, maio de 2012, editora Abril.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Computador Made in Grécia Antiga: O primeiro computador da História

   Hoje em dia vivemos em uma sociedade movida pelos computadores. O mundo inteiro está conectado através dessas máquinas que  atualmente possuem tantas tarefas, que é até difícil definir qual é a sua finalidade. Mas afinal, como, porque e quando o homem criou o primeiro computador? Como era esta máquina pioneira?
    Em 1901, arqueólogos gregos mergulhadores, encontraram restos de um mecanismo submerso a 43 metros de profundidade na costa da ilha grega de Anticítera (Antikythera). O mecanismo, datado de 87 a.C., foi encontrado junto com uma série de outros objetos e estava muito corroído e incrustado. O objeto a princípio não despertou muito a atenção dos arqueólogos, mal sabiam eles do que se tratava aquela descoberta... Era o PRIMEIRO COMPUTADOR MECÂNICO DO MUNDO (pelo menos nunca encontramos outro mais antigo).
   


Como era o computador de Anticítera / Fragmento maior do computador encontrado.

   Esta máquina programada para fazer cálculos é datada de 87 a.C.. Dotado de várias engrenagens, e encaixes que se moviam através de manivelas, a aparato passou décadas sem ser compreendido, apenas se especulava qual a sua finalidade.
    Em 1971, o físico Derek J. de Sola Price confirmou sua tese de que o mecanismo era capaz de realizar cálculos astronômicos complexos. Mas foi somente em 2006 que o mecanismo teve algumas de suas funções melhor compreendidas, através dos trabalhos de Tony Freeth e sua equipe, do Projeto de Pesquisa do Mecanismo de Anticítera (Reino Unido). Eles descobriram que o mecanismo podia prever o acontecimento de eclipses lunares e solares com antecedência de anos, ou seja  REALIZAVA  CÁLCULOS ASTRONÔMICOS COMPLEXOS. Bastava mexer os ponteiros de um dos mostradores e olhar para o outro para saber a ocorrência dos eventos astronômicos. Recentemente Freeth e seus colegas reexaminaram as imagens de tomografia computadorizada que haviam feito de todos os cacos do mecanismo. Com elas é possível te ruma visão tridimensional muito clara de como dotas as partes se encaixavam, e ainda ler as inscrições tênues nas peças de bronze.   



                                       Reconstrução Virtual do mecanismo de Anticítera (You Tube)


    Graças a essa leitura, os pesquisadores descobriram que um dos dois discos mostradores do computador grego tinha o nome dos 5 jogos  que reuniam o mundo grego: Os jogos olímpicos,  os Jogos Nemeus e Ístmicos (realizados em Neméia e no istmo de Corinto, respectivamente), que aconteciam a cada dois anos; os Jogos Píticos, que aconteciam perto do grande templo do deus Apolo em Delfos; e os jogos de Naa, uma competição menos importante em Dodona, no noroeste da Grécia.
    Ou seja, em parte ele servia para calcular as datas dos jogos que aconteciam. Isto era de extrema importância para os gregos, já que o ciclo dos jogos olímpicos eram utilizados até para marcar o o tempo ( diziam por exemplo: fulano nasceu no ano 3 da olimpíada nº 42).




Réplica do Mecanismo de Anticítera no Museu Arqueológico Nacional de Atenas (feita por Robert J. Deroski, com base em Derek J. de Solla Price.




   Os nomes dos jogos, e dos meses constantes nos discos, estão escritos no dialeto dório, falado em colônias de Corinto, como Córcira (a moderna Corfu), ou Siracusa, na atual Sicília. Pois era justamente Siracusa, o lar do matemático Arquimedes, que segundo a lenda, era genial e criador de inúmeras geringonças que pareciam mágica na época.    O mecanismo de Anticítera é "jovem" demais para ter sido criado diretamente por Arquimedes, mas não é impossível que as tradições técnicas ligadas a ele tenham desembocado no aparelho.     




Fontes:
http://veja.abril.com.br/061206/p_088.html
http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL706298-5603,00-
http://www.youtube.com/?gl=BR&hl=pt
http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A1quina_de_Antic%C3%ADtera

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Os Maias nunca previram o fim do mundo em 2012.

   Se você teme que o mundo acabe ano que vem como supostamente dizem as profecias mais, você pode ficar tranquilo, porque isso não vai acontecer. Mas afinal, como e porque surgiu esse mito? 

               Parte do Códice Maia que está guardado em Dresden, na Alemanha. Este é o calendário que inspirou as teorias sobre um fim apocalíptico em 21/12/2012



    A suposta "data para o fim do mundo" foi datada como o dia exato do término de um ciclo de 5125 anos do Calendário de Contagem Longa Mesoamericano, que provavelmente foi criado pelos Olmecas, e herdado pelos Maias. Esses longos períodos de tempo eram chamados de  b'ak'tun, e o atual em que estamos inseridos teria se iniciado  entre 11 e 13 de agosto de 3114 a.C do Calendário Gregoriano (o que a maioria dos países utiliza hoje). 
   O problema é que em momento algum os Maias anunciaram que o fim deste período viria com o fim da vida humana, ou muito menos de catástrofes globais.  Segundo os principais especialistas na cultura Maia, tais previsões não são encontradas em nenhum dos clássicos Códices Maias, sendo assim, essa idéia absurda deturpa a história Maia. Talvez haja até alguma confusão com os Astecas no meio, já que estes sim, acreditavam num fim apocalíptico para a Terra.



                  Calendário Asteca, que as pessoas seguidamente confundem com o maia...   






Os maias fizeram pirâmides, e não profecias apocalípticas.


    O mito foi se estruturando ao longo dos anos. Em 1957, o astrônomo Maud Worcester Makemson escreveu que "a realização do Grande Período de 13 b'ak'tuns será da maior importância para os maias." Nove anos depois, o antropólogo e arqueólogo Michael D. Coe, mais ambiciosamente, afirmou que o "Armageddon degeneraria todos os povos do mundo desde a sua criação, e que no dia do décimo terceiro e último b'ak'tun o universo seria aniquilado, no dia 24 de dezembro de 2012 (depois revisada para 23 de dezembro de 2012) quando o Grande Ciclo da contagem chega a sua conclusão."
   As previsões apocalípticas de Coe foram ganhando força pelas mãos de outros estudiosos até o início da década de 1990, quando a afirmação passou a ser contestada por estudos mais concretos. O estudioso da cultura maia e PhD pela Fundação para o Avanço dos Estudos Mesoamericanos - situada em Crystal River, Flórida, EUA - Mark Van Stone," não há nada em qualquer profecia maia, asteca ou da antiga Mesoamérica, que sugira que eles profetizaram qualquer tipo de grande ou súbita mudança em 2012", e segundo ele. "A noção de que um "Grande Ciclo" vai chegar ao fim é uma invenção completamente moderna. Semelhante é a opinião da diretora executiva da fundação, Sandra Noble. Segundo ela, " escolha de 21 de dezembro de 2012 como o dia de um evento apocalíptico ou de um momento cósmico de mudança, é uma completa invenção e uma chance de lucro para muitas pessoas."


Cartaz do filme 2012. Excelente para fãs de ficção científica como eu, mas nada realista.


    Pra finalizar, a opinião de Alfonso Ladena, professor da Universidade Complutense de Madri, com relação ao apelo da mídia sobre a suposta catástrofe, como ocorre no filme 2012: "Os maias não pensaram sobre a humanidade, aquecimento global ou previram que os pólos se fundiriam", . "Nós é que projetamos as nossas preocupações sobre eles."
    A opinião dos especialistas não deixa dúvidas. Podemos ir dormir tranquilos na noite de 20 de dezembro de 2012. :)





http://pt.wikipedia.org/wiki/Fen%C3%B4meno_2012
http://f5.folha.uol.com.br/humanos/
http://en.wikipedia.org/wiki/Michael_D._Coe
http://pt.wikipedia.org/wiki/Calendário_gregoriano
http://pt.wikipedia.org/wiki/Calend%C3%A1rio_maia



quarta-feira, 30 de novembro de 2011

No Egito Antigo, crianças bebiam cerveja na escola.

    A cerveja fazia parte da dieta dos egípcios antigos. Depois do trabalho eles gostavam de se reunir, contar histórias e rir enquanto tomavam sua cerveja - que geralmente era feita pelas mulheres da casa. O curioso dessa história, é que até as CRIANÇAS bebiam cerveja, inclusive as mães costumavam dar para os filhos levarem de merenda para a escola, acompanhada do também indispensável pão. As classes mais baixas egípcias não tinham acesso á escola no início, mas ao longo do tempo, o governo egípcio passou a disponibilizar esse recurso, que permitia a alguns poucos a chance de adquirir cargos públicos, como escribas, médicos, arquitetos etc.

                             Deus Egípcio Hórus, degustando uma dose da maravilha alcoolica.  ;)


Além de ser liberada para menores de 18 (não que essa idade fosse um critério para a idade adulta dos egípcios :) ), a cerveja era considerada pelos egípcios uma "bebida mágica", pelo efeito "sobrenatural" que ela causava: a embriaguez. A cerveja fazia muito sucesso nas festas egípcias, e era largamente consumida. Ela era feita de restos de pão triturado, misturados com água, e após fermentado.


         Pequena maquete egípcia mostrando a contabilização de garrafas produzidas durante a fabricação de cerveja.


Tamanha era a importância da cerveja que alguns trabalhadores até aceitavam quantias dela como pagamento de seu trabalho. Os egípcios inventaram ainda, a primeira cervejaria do mundo, entre 3400 e 3100 a.C. Nós só temos a agradecê-los.  ;)

Fonte de pesquisa e imagens:
Revista Aventuras na História, Edição Especial, 94-A, Editora Abril
http://contadorarocha.wordpress.com/historia/
http://doniloaodeserto.blogspot.com/2009/05/cerveja-no-egito-antigo.html

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

A Certeza de Que Estivemos na LUA

   Teorias de conspiração surgiram ao redor do mundo tentando provar que as viagens do homem à Lua foram uma farsa, principalmente por causa de efeitos diferenciados de sombras nas fotografias. Pra falar a verdade: quem nunca duvidou da veracidade das andanças do homem pela Lua?





        As supostas provas contra a veracidade dos posuos lunares foram abatidas, e hoje temos certeza que realmente estivemos na Lua. Entre as provas mais indiscutíveis, está a de que os próprios Soviéticos, rivais absolutos dos EUA, e que fariam de tudo para desmascarar as viagens à Lua, admitiram que captaram as transmissões dos astronautas, vindas do SOLO LUNAR. Vejamos a seguir mais algumas evidências:



    - Físicos, biólogos e botânicos do mundo inteiro analisaram os mais de 400 quilos de amostras lunares trazidos pelos astronautas das naves Apollo. E mais: Algumas pedras lunares já foram encontradas na Terra, mas elas estão todas chamuscadas e oxidadas pela sua entrada na atmosfera da Terra e asteróides. Geólogos confirmaram com completa certeza que as rochas da Apollo foram trazidas da Lua pelo homem.  



  - A Bandeira Americana não fica se movendo na Lua, porque lá não há vento mesmo. A partir de uma foto, não podemos deduzir se o objeto está ou não em movimento, certo? Então veja nesta filmagem, em câmera acelerada, como a bandeira se meche apenas quando tocada pelos astronautas da Apollo 11, movimento acompanhando com um rápido instante de inércia apenas. 


http://www.youtube.com/watchannotation_id=annotation_494156&v=ulfZUOqDSgU&src_vid=ugaem1M6jyA&feature=iv 
   
-"Conspirólogos" dizem que: O módulo de Aterrisagem pesa 17 toneladas e mesmo assim pousa sobre a areia sem deixar marcas. Perto dele, as pegadas dos astronautas podem ser vistas na areia. A explicação para o fenômeno, é que a camada de areia poeira é bem fina, então o módulo de aterrissagem pousa em rocha sólida. A poeira, enquanto soprada para longe pelo impacto da descida, rapidamente retorna ao chão e é pisada pelos astronautas quando eles começam a caminhar na Lua. 


Para maiores informações pessoal, sugiro que vejam os links abaixo, inclusive um vídeo no You Tube, com imagens reais das missões Apolo e uma entrevista com o Astronauta "Buzz" Aldrin:

Fontes:
Vídeo Completo com as provas definitivas das idas à Lua:                                           http://www.youtube.com/watch?v=ugaem1M6jyA&feature=related                      

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Imagens da Semana: Fotos da Lua. Projeto Apollo

  Hoje as Imagens da Semana seguem a série de Reportagens especiais do Projeto Apolo. Uma seleção especial de imagens da maior aventura da humanidade. ;)


Imagem da Terra, tirada pelos astronautas da Apollo 11


Os prmeiros passos de astronauta da Apollo 11 na Lua

Edwin "Buzz" Aldrin, carregando experimentos. Apolo 11

Lançamento da Apollo 13

Terreno de Exploração da Apollo 14



Lunar Rover, da Apollo 17, Remendado com fita adesiva e plástico. ;)